Amor e doença.

Ontem domingo de carnaval, dois fatos isolados me fizeram refletir, sobre assuntos importantes nas nossas vidas: amor e doença. Num dos casos, uma escola de samba do Rio,desfilava um carro alegórico “Remédio do Amor”, no outro, interrompemos uma ligação via Skype, com uma querida pessoa. Seu netinho de ano e meio estava com muita febre e o filho nervoso e assustado, queria a companhia da mãe para levar o menino no médico.
Era a madrugada de uma segunda feira feriado.
Então, bem a reflexão: O que a educação tem feito por nos?
Quais conhecimentos e transferência de experiências recebemos durante nossa passagem pela escola, ensino meio, universidade?
Até que aprendemos coisas demais sobre as ciência enciclopédicas, sobre geografia, historia e português, mas sobre doença e amor, quase nada.
Ter febre um menino, geralmente está mais ligado ao seu desenvolvimento físico, a sua adequação a um ambiente bem diferente ao que viveu na barriguinha da mamãe, com temperatura ideal, flutuando, alimentado e com oxigênio filtrado. Ele necessita adquirir, fortalecer e treinar suas defesas naturais. Por isso pode ter febre ao rasgar os dentes ou ao ser “contaminado” pelo ar, micróbios e bactérias, ou por alimentos. Assim a sua aparente débil garganta, será a primeira barreira de defesa, superada, será a vez, de ouvidos, brônquios e estômago, os encarregados de tentarem segurar a invasão de vírus e patogênicos. Tosse, espirros, vômitos, diarreias, dores, incomodarão, são algumas das suas respostas naturais a agressão externa. Mas os pais enxergamos sintomas angustiante de doença nessas manifestações de saúde. Procuramos o medico, remédios para superar a instância. Mas, esquecemos (ou desconhecemos) que essa “ajuda” apenas o deixará fraco de defesas para as outras invasões inevitáveis. Não permitir deixar a seu organismo aprender a lidar com o meio ambiente, apenas “cura” a angustia dos pais, mas o menino perde a oportunidade de ficar mais sadio e resistente. Alguma farmácia venderá o remédio prescrito pelo medico(a). Esse “amor” dos pais que cuidam do “filhinho doente” ficará satisfeito e com sentido de que “te cuido por que te amo”.

É o Amor sem conhecimento, sem educação.
É o carro alegórico “Remédio do Amor” ?
Tem a ver, “amor doentio”, “amor não correspondido”, “traição, separação”, “sexo no amor”, “amor eterno” e todas as conhecidas doenças do amor. Poetas, músicos, artistas plásticos tem a sua principal matéria prima de criação nessa ampla gama de situações do amor. Do romântico até o hard, do heterossexual ao mono, da monogamia a poli, se bem que na musica foi do disco de pasta mono ao LP de vinil estereofônico, até a revolução digital de zeros e uns 000111.
Do “amor” vinculado ao dinheiro e símbolos materiais, vender amor, comprar amada.
Patologia do amor ou desinformação e falta de educação para evitar escolhas erradas?

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